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Higra avança com tecnologia de gerador elétrico instalado no mesmo eixo da turbina sem acoplamentos

Um equipamento integrado que inclui gerador elétrico e turbina, próprio para geração de energia elétrica em cursos de pouco volume de água e pequena queda, vem atraindo o interesse de uma boa parte de empreendedores de centrais hidrelétricas de todo o país.
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Fabricado pela Higra, de São Leopoldo (RS), o produto que é comercializado com a denominação de Turbo Geradores Anfíbios (TGAs) é fabricado com turbinas Francis e Kaplan e pode ser associado a turbinas tipo bulbo convencional.

Projeto Para comercialização, o TGA integra uma solução denominada UCHA (Usina Compacta de Hidrogeração Anfíbia). Além da turbomáquina, a UCHA inclui entre seus componentes o quadro elétrico de acionamento e proteção, projetos, automação e controle da usina, além de instalação, comissionamento e start-up do sistema.

Com pedidos em carteira para 12 a 14 semanas de trabalho, a Higra Iniciou o projeto em 2014, o mesmo ano em que foi patenteado no INPI ( Instituto Nacional de Propriedade Industrial) . O P&D incluiu o uso de CFD (Dinâmica dos Fluidos Computacional) e testes internos. A instalação da primeira unidade ocorreu entre 2017-2018 e a comercialização iniciou-se em 2019. Durante a pandemia, houve um período de recesso que foi aproveitado para continuar o desenvolvimento com base nas experiências adquiridas com as primeiras unidades. Desde 2019 até o momento foram comercializadas 35 unidades de UCHAS.

Engenharia

De acordo com o engenheiro Ismael Schröer, a principal diferença em relação aos existentes no mercado é o tamanho e a forma de instalação dos TGA’s, que não necessitam de casas de máquinas, nem sistemas complementares e também não utilizam óleo para lubrificação dos mancais. “Os mancais são lubrificados com água, ou seja, não é utilizado óleo na operação da máquina. Os equipamentos podem ser modulados em paralelo para aumento das vazões e potências ou ainda, modulados em série, para quedas maiores’, explica. De outra parte, a característica anfíbia dos equipamentos, permite que sejam instalados sem casas de máquinas complexas e de grande porte, como turbinas convencionais, acrescenta. “Uma característica inerente à engenharia construtiva dos TGA’s é a versatilidade de posicionamentos para instalação da máquina, o que, até então, não era realidade para turbinas tipo bulbo convencionais”.

Além de sua utilização para a repotenciação de outras usinas, observa Schröer os TGA’s também estão sendo utilizados para gerarem energia na vazão ecológica de barragens, onde a Higra possui clientes com máquinas menores de 75 kW e também vazões ecológicas com potências próximas de 800 kW, utilizando quatro máquinas.

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