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A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) está na vanguarda da inovação no setor elétrico com o programa InovaCemig, uma iniciativa que busca startups de todo o mundo para enfrentar desafios e impulsionar o futuro da energia. O programa, que já atraiu empresas de 16 países e 18 estados brasileiros, investiu mais de R$ 50 milhões nos seus três primeiros ciclos, com a expectativa de um retorno anual superior a R$ 70 milhões.
Com uma abordagem abrangente e resultados concretos, o InovaCemig tem se destacado como o maior programa de inovação aberta do setor elétrico em escala. Segundo Felipe Cardoso dos Reis, gerente de Inovação Aberta da Cemig, o sucesso do programa é evidente: o número de propostas submetidas no último ciclo superou a soma dos dois primeiros, “o que demonstra a relevância do programa como estímulo para o empreendedorismo no setor, e novos entrantes”.
Um dos exemplos de sucesso do InovaCemig é a parceria com a startup brasileira Noleak Defense. A empresa, que utiliza inteligência artificial para soluções de defesa e segurança, aceitou o desafio de “reforçar a segurança em subestações elétricas da Cemig para evitar invasões e furtos”. O resultado foi uma solução que permitiu uma redução significativa nos custos operacionais com equipamentos de segurança e um aumento na eficiência da prevenção e detecção de invasores.
A Cemig oferece às startups um investimento de até R$ 1,6 milhão por meio do Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI). Além do suporte financeiro, as empresas têm acesso à infraestrutura da Cemig e ao conhecimento de profissionais altamente qualificados, o que cria um ambiente ideal para o desenvolvimento de soluções. A parceria também abre a possibilidade de contratos de fornecimento de até quatro anos, sem a necessidade de um novo processo licitatório.
A Cemig prioriza a adequação da solução ao desafio proposto como principal critério de seleção. No entanto, a maturidade da startup e da tecnologia, viabilidade, orçamento e potencial de retorno também são levados em conta. Além disso, o programa implementou um critério de bonificação para startups que possuem fundadores de grupos sub-representados, como mulheres, pessoas negras e pardas, e de origem de povos originários.
Essa medida, que também beneficia startups sediadas nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste, busca corrigir assimetrias estruturais de acesso a capital e oportunidades. “Evidências amplamente reconhecidas indicam que equipes diversas inovam mais, performam melhor e capturam mercados subatendidos”, explica Felipe Cardoso dos Reis. A bonificação é um critério adicional e não substitui o mérito técnico, funcionando como um diferencial em casos de propostas de qualidade equivalente.


