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De acordo com Charles Lenzi, presidente da entidade, com a contratação de 816 MW, o leilão movimentará cerca de R$ 10 bilhões em investimentos e deve gerar 50 mil empregos, devendo ser agregado o fato de que esses projetos usarão tecnologia e cadeia produtiva 100% nacionais, com os ativos passando a pertencer à União ao fim das concessões.
“O volume contratado é expressivo e demonstra que políticas públicas planejadas adequadamente atraem investimentos importantes para o país”, afirma a Lenzi em comunicado. O leilão registrou um recorde de 241 projetos inscritos em 15 estados e contratou 65 empreendimentos em 13 estados, mostrando a capilaridade da fonte hidrelétrica e levando desenvolvimento econômico e social a diversas comunidades.

O presidente da Abragel , destacou ainda que além dos ganhos econômicos, a energia gerada pelas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) contribuirá para a estabilidade do sistema energético nacional, por ser uma fonte despachável, ou seja, que pode ser ativada sob demanda, além de seus benefícios ambientais. “ A energia hidrelétrica é considerada uma das fontes renováveis com menores emissões de CO2, e os projetos exigem a implementação de áreas de proteção ambiental, além de iniciativas para a preservação de nascentes, flora e fauna”, acrescentou Lenzi.
Pablo Carena, presidente da Associação de Produtores de Energia de Santa Catarina (Apesc), destacou que dos 65 empreendimentos contratados, 27 são do estado catarinense, um número significativamente superior ao do segundo e terceiro colocados, Paraná (11) e Rio Grande do Sul (7), respectivamente. “A energia comercializada por Santa Catarina representa aproximadamente 35% do total do leilão, representa um resultado extremamente positivo para o estado, dado os projetos catarinenses também fornecerão equipamentos e serviços para outras unidades da federação”, acrescentou.

Carena celebrou o resultado e atribuiu parte do sucesso ao programa de incentivo “Energia Boa”, do governo estadual. Dos 27 projetos catarinenses, 22 fazem parte desse programa, que oferece auxílio em questões como licenciamento e conexão. “Prevemos investimentos bem significativos em Santa Catarina, movimentando toda a cadeia produtiva local, incluindo fábricas de turbinas, geradores, comportas, além de empreiteiras e consultorias”, destacou.
“Os preços também foram muito positivos em termos de valores de energia vendida”, concluiu, reforçando que o saldo final é benéfico para os empreendedores, o estado e o país como um todo.
Nelson Dornelas, da Estelar Engenharia (SC) , afirmou que o leilão A-5 representou uma demanda razoável, com tarifas em patamares atrativos necessários para viabilizar a construção de PCHs, dado o alto nível das taxas de juros no país. “ essa linha o resultado foi bem satisfatório, e se fosse possível manter uma demanda em média de 400 MW por ano, seria bem interessante para o setor”, acrescentou.



