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SEMI Industrial prevê crescimento com Leilão A-5 e retomada da hidroeletricidade

Luiz Antonio Valbusa
O aguardado Leilão de Energia Nova A-5 tem gerado grande expectativa no setor hidrelétrico brasileiro. Com um recorde de 241 projetos cadastrados, totalizando 2999 MW exclusivamente em empreendimentos hidrelétricos de pequeno e médio porte (CGHs, PCHs e UHEs até 50 MW), o certame sinaliza uma retomada robusta do interesse nessa fonte de energia renovável.
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As projeções positivas do mercado se refletem no aumento significativo da demanda por consultas técnicas e comerciais desde o início do ano, conforme aponta Luiz Antônio Valbusa,  diretor da SEMI Industrial, empresa com expertise no fornecimento de turbinas e equipamentos eletromecânicos para o setor. “Observamos um movimento intenso de investidores buscando informações e se preparando para o leilão, de olho na segurança energética e no valor da energia firme que as PCHs podem oferecer”, destacou o executivo.

Ele acrescenta que a conjuntura econômica e regulatória atual no Brasil tem sido um fator determinante para esse cenário promissor. “A estabilidade recente no ambiente regulatório, aliada ao reconhecimento da importância da energia hidrelétrica para a segurança e a inércia do Sistema Interligado Nacional (SIN), em um contexto de crescente inserção de fontes intermitentes como a eólica e a solar, tem impulsionado o desenvolvimento de novos projetos. A política de apoio à geração renovável em regiões com potencial ainda não explorado também contribui para esse entusiasmo”, relata.

Chão de fábrica da SEMI

Capacidade de atendimento

O perfil dos investidores interessados no Leilão A-5 é diversificado, abrangendo desde empresas de geração renovável com histórico no mercado regulado e fundos de investimento especializados em infraestrutura até novos players atraídos pela receita estável dos contratos de longo prazo. Há também um crescente interesse de cooperativas, consórcios regionais e grandes consumidores buscando a autoprodução ou parcerias. Essa variedade de atores demonstra o amadurecimento do setor e a atratividade da fonte hídrica.

Diante dessa perspectiva de alta demanda, a SEMI se mostra preparada para atender o mercado. Segundo Valbusa, a empresa opera atualmente com uma carga entre 70% e 80% da sua capacidade total e possui flexibilidade para ajustar volumes de produção conforme o andamento dos projetos. “Trabalhamos com prazos de entrega de equipamentos que variam entre 18 e 24 meses após a assinatura do contrato,  o que nos permite atender confortavelmente o prazo regulatório de entrada em operação comercial previsto para 2029”, garante.

Com uma vasta experiência no fornecimento para projetos vencedores de leilões anteriores, a empresa atua em projetos para turbinas com potências entre 500 kW e 30 MW por unidade geradora, com especialização em soluções sob medida para CGHs e PCHs, focando em eficiência, durabilidade e baixo custo de manutenção.

Turbina construída pela SEMI

Previsão

O otimismo em relação ao Leilão A-5 reflete nas projeções da SEMI para o ano de 2025. A empresa prevê um crescimento expressivo de pelo menos 30% no volume de contratos fechados em relação a 2024, impulsionado pela retomada dos investimentos em hidrelétricas de pequeno porte e pelos resultados do leilão.

“A expectativa é de uma carteira de projetos robusta, com novos pedidos previstos para o segundo semestre”, conclui Valbusa

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