Desafios e avanços no licenciamento de PCHs: a visão de Matheus Forte

O licenciamento ambiental para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no Brasil, um processo historicamente complexo, tem demonstrado melhorias significativas nos últimos anos. De acordo com Matheus Forte, CEO da Forte Desenvolvimento Sustentável, a previsibilidade e a eficiência dos trâmites têm aumentado, mas ainda existem gargalos importantes a serem superados.

Otimização tática reduz CAPEX para R$ 8,5 mi/MW e garante sucesso de PCHs no Leilão A-5

O cenário desafiador de altos custos e juros para novos projetos de geração de energia foi superado por um fator-chave no último leilão de energia A-5: o preço de venda. A afirmação é de Luiz Diniz Neto, responsável técnico da Paraná Energy, empresa que atuou como “engenharia do proprietário” em quatro Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) vencedoras, garantindo o sucesso de seus clientes no certame.

Os Desafios do Setor Energético Brasileiro

O setor energético brasileiro enfrenta, atualmente, desafios estruturais significativos para a expansão de projetos em energia renovável. Além das já conhecidas barreiras ambientais e regulatórias, surgiram novas dificuldades nos últimos anos, sobretudo em função do aumento expressivo dos custos de implementação — consequência direta das disrupções trazidas pela pandemia de Covid-19.

Digitalização agiliza licenciamento, mas gargalos persistem, diz Adriano Cunha, da Biolaw

Apesar dos avanços, o processo de licenciamento de PCHs da Fepam ainda não está isento de desafios, segundo Adriano Cunha, diretor da consultoria Biolaw. Os principais “gargalos” ainda estão atrelados a exigências de documentos e anuências de órgãos terceiros, como IPHAN, Agência Nacional de Energia Elétrica ( Aneel) e concessionárias de transmissão, observa ele, que aponta , em particular, os longos prazos de análise do IPHAN, um órgão que foi “sucateado” e tem equipes reduzidas.

Revolução na hidroeletricidade: Como a tecnologia transforma a geração em pequenas centrais

A evolução tecnológica das turbinas hidrelétricas está redefinindo o papel das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) na matriz energética. Longe de serem meros ativos de geração, esses empreendimentos se tornam cada vez mais inteligentes, flexíveis e sustentáveis, prontos para atuar em um cenário de alta complexidade e intermitência de outras fontes renováveis, como a solar e a eólica.