Leilão de hidrelétricas: sucesso?

O leilão de hidrelétricas do dia 22 de agosto viabilizou, financeiramente, a construção de 65 usinas hidrelétricas – significa toneladas de aço, metros cúbicos de concreto, milhares de empregos diretos e indiretos na indústria de equipamentos e da construção civil – além de reiniciar ciclo positivo na cadeia industrial das PCHs.
O Programa Energia Boa foi um diferencial competitivo decisivo para os 27 projetos de Santa Catarina que venceram o leilão A-5, diz Pablo Carena

Pablo Carena, presidente da Associação dos Produtores de Energia de Santa Catarina (APESC) não tem dúvidas de que grande parte do sucesso dos empreendedores que comercializaram energia de PCHs no leilão A-5 deve-se ao programa Energia Boa, lançado em junho do ano passado pelo governo catarinense. “O Energia Boa foi um diferencial competitivo decisivo”, disse à Hydro Brasil.
Creral vende R$ 3 bilhões em energia e garante viabilidade de quatro novos projetos

A cooperativa de energia Creral, com sede em Erechim, Rio Grande do Sul, celebra a vitória no leilão de energia A-5, que viabilizou a comercialização de R$ 3 bilhões em energia para quatro novos projetos. O resultado reforça a atuação da cooperativa no setor de geração e garante o avanço de usinas hidrelétricas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Os gargalos do setor são a falta de garantia de conexão e demora no licenciamento, segundo Charles Lenzi, da Abragel

“Uma vitória para o setor e um reconhecimento do papel estratégico das PCHs na matriz energética do país”. É dessa forma que o presidente da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), Charles Lenzi, avalia o resultado do leilão A-5, de 22 de agosto último, quando foram contratados cerca de R$ 8 bilhões de investimentos, de 65 empreendimentos em 13 estados.
Retomada das PCHs impulsiona a indústria nacional e o IDH de municípios

O Brasil se prepara para um novo leilão de PCHs até 2026, com o objetivo de contratar 3.000 MW de potência. A iniciativa, alinhada à visão de longo prazo da Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas (ABRAPCH), busca não apenas expandir a matriz energética, mas também impulsionar a indústria nacional e o desenvolvimento regional.
PCHs e o desafio da sustentabilidade: como a engenharia se adaptou para viabilizar projetos

As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) têm se consolidado como uma fonte de energia renovável importante, mas sua evolução não foi linear. Daniel Faller, especialista no setor, destaca que a viabilidade desses projetos passou por uma transformação significativa, impulsionada por dois fatores principais: a melhoria de custos e a crescente pressão socioambiental.
A virtude da coragem

O Brasil, com sua vasta extensão territorial e recursos naturais, sempre se orgulhou de seu potencial energético. No entanto, uma análise mais profunda revela uma dependência crescente de soluções externas, especialmente da China, para a sua matriz elétrica.
Sucesso do leilão de energia A-5 impulsiona o futuro das PCHs e geração de 50 mil empregos

O 39º Leilão de Energia Nova A-5, realizado hoje pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), é visto como um marco para a retomada da indústria hidrelétrica brasileira. A Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), que representa 75% das pequenas e médias centrais hidrelétricas do país, manifestou publicamente o sucesso do certame, destacando os impactos positivos de médio e longo prazos para o setor e para o país.
PCHs ganham novo fôlego com medidas provisórias, reconhece o mercado

O cenário energético brasileiro, marcado por rápidas transformações e incertezas, parece estar abrindo um novo capítulo para as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Duas Medidas Provisórias (MPs) recentes, a 1.300 e a 1.304, de 2025, estão reconfigurando as regras do jogo e prometem um “período virtuoso” para o setor, conforme avaliado pelo empresário Ricardo Pigatto, especialista na área de PCHs.
Apenas 50% do estoque de projetos aprovados de PCHs na Aneel, serão aproveitados com a derrubada dos vetos presidenciais, diz Abragel

A derrubada dos vetos do presidente Lula (VET 3/2025) ao PL 576/2021, que deu origem à Lei 15.097, de 2025, traz uma expectativa de que 4.900 MW de capacidade e energia de centrais hidrelétricas de até 50 MW sejam contratados conforme a distribuição regional prevista no texto da lei e de acordo com as diretrizes de planejamento, segundo Charles Lenzi, presidente da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel).