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A participação da Economizenergia na conferência da ABRAPCH em Foz do Iguaçu consolidou uma percepção clara: o setor hidrelétrico vive um momento de forte retomada. Para Julien Dias, diretor da empresa, o “clima” entre os investidores evoluiu de uma fase de baixa priorização para uma mobilização ativa, refletida em um volume de negócios que promete ser quatro vezes maior que o de 2025.
Apesar do otimismo com a volta das renováveis às políticas públicas, o cenário exige cautela. As taxas de juros elevadas pressionam o Custo de Capital dos projetos, diz Dias.
Nessa linha, a Economizenergia tem focado em modelagens de Project Finance e estratégias de comercialização sofisticadas para garantir viabilidade mesmo em ambientes de juros altos.
Segundo Dias, no mercado atual existem dois grandes vetores de demanda: de desenvolvedores focados em leilões que buscam estruturação de capital e financiamento de longo prazo; e de proprietários de usinas que sofrem com dívidas caras contratadas anteriormente. Aqui, a consultoria atua no refinanciamento, ajustando as curvas de amortização ao fluxo de caixa real, melhorando o índice DSCR.
A nova perspectiva de contratos de 25 anos foi classificada por Dias como um divisor de águas. “A maior visibilidade de fluxo de caixa permite estruturar financiamentos com maior potencial e prazos mais longos, aumentando a aceitação dos projetos.”
De outra parte, o financiamento de infraestrutura no Brasil deixou de ser dependente apenas de bancos de fomento (BNDES/BRDE). A Economizenergia destaca a tração de: debêntures incentivadas pelos benefícios fiscais e prazos longos. Fundos constitucionais pelo uso estratégico de FNO, FNE e FCO. E instrumentos específicos como FGTS Infraestrutura, Pró-Cidade e o Fundo Clima.
Uma tendência confirmada no evento da Abrapch é o interesse por usinas reversíveis. Com experiência internacional, Julien Dias aponta que essas usinas são estratégicas para o armazenamento de energia em larga escala, equilibrando a intermitência das fontes solar e eólica. A EconomizEnergia já atua na modelagem técnico-econômica desses ativos.


