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A Coprel, uma das maiores cooperativas de energia do país, com sede em Ibirubá (RS), trouxe do último evento da Abrapch, em Foz do Iguaçu, a percepção que a tríade operação eficiente, gestão técnica qualificada e inovação são os pilares essenciais para a sustentabilidade econômica dos empreendimentos hídricos.
Segundo Eliseu Lima, coordenador de comercialização de energia, foi evidenciado que eficiência operacional está ligada diretamente à disponibilidade de ativos e à geração de receita, enquanto a gestão técnica garante previsibilidade por meio de práticas estruturadas de manutenção e controle de riscos.
Expertise
Quanto à inovação contínua, Lima destaca que permite maior adaptação às dinâmicas do setor, com o uso de tecnologia e inteligência de mercado. Como exemplo, ele cita práticas como manutenção preditiva e melhorias operacionais as quais contribuem para reduzir falhas e maximizar o desempenho dos ativos.
A expertise da Coprel em O&M ultrapassa as fronteiras do Rio Grande do Sul. Atualmente, a cooperativa atende 19 usinas de clientes nos estados de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso, incluindo o RS.
Para a Coprel, em um mercado cada vez mais pautado pela descarbonização, as PCHs e CGHs reafirmam seus valores. Diferente das fontes intermitentes, a geração hídrica de pequeno porte oferece previsibilidade e capacidade de modulação e funciona como uma base confiável para a segurança do sistema elétrico brasileiro, afirma Fabiano Petri de Souza, coordenador do COG ( Centro de Operações da Geração).
“Esses ativos conferem maior solidez às operações, contribuindo para a gestão de riscos e para a estabilidade em um ambiente de mercado mais dinâmico e volátil”, acrescenta.
Com a modernização do setor e o marco da Lei 15.269/25, a Coprel se posiciona de forma híbrida: mantém o foco em tarifas competitivas no mercado regulado (ACR) e diversifica alternativas no mercado livre (ACL), incluindo estruturas de autoprodução.
Sobre o ambiente de negócios no Rio Grande do Sul, a avaliação é de que o estado possui um marco regulatório tecnicamente estruturado e transparente, embora ainda existam desafios para aumentar a previsibilidade e a padronização nos processos de licenciamento para maior segurança jurídica aos investidores.
Sobre os principais desafios do setor, a logística para atender ativos dispersos e o elevado custo de capital (CAPEX) são os que mais impactam diretamente a viabilidade dos projetos, diz Lima.
“ No contexto da prestação de serviços, especialmente em operação e manutenção, a grande tarefa está em transformar capacidade técnica em presença operacional eficiente. Isso envolve a estruturação de equipes qualificadas, logística de atendimento, padronização de processos e suporte de campo, garantindo agilidade, confiabilidade e continuidade operacional, inclusive em regiões com acesso mais complexo e ativos dispersos.”
Ciclo de investimentos e horizonte para 2026
A Coprel finaliza um ciclo vigoroso de ampliação de sua capacidade instalada. Entre as entregas mais recentes e as próximas inaugurações, destacam-se: 2022: CGH Mirim (1,45 MW) , Carazinho-RS; 2023: PCH Tio Hugo (10,1 MW), Tio Hugo-RS; 2026: PCH Santo Antônio do Jacuí (5,2 MW) , Victor Graeff-RS.
Para o ano de 2026, a palavra de ordem é consolidação. “Após um período de forte alocação de capital e engenharia, a estratégia volta-se para o fortalecimento da estrutura financeira e a melhoria de desempenho dos ativos existentes. Novos projetos seguem em fase de estudo, sem investimentos imediatos anunciados”, relata Petri.
A Coprel atende mais de 100 mil cooperados e cientes, em um total de 72 municípios das regiões norte e central do Rio Grande do Sul.


