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Atiaia Renováveis acelera obras em Goiás e projeta economia de 5% com sinergia entre UHE Estrela e PCH Taboca

Rodrigo Mattos Assunção, CEO da Atiaia Renováveis
Com 50% das obras concluídas e investimento estratégico no Rio Verde, companhia consolida protagonismo no setor hidrelétrico e foca em qualidade de ativos para expansão.
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A Atiaia Renováveis, empresa do grupo Cornélio Brennand, do Recife,  avança a passos largos para consolidar um dos maiores complexos de geração hídrica em construção atualmente no Brasil. Localizadas no rio Verde, em Goiás, a UHE Estrela, de 48,4 MW,  e a PCH Taboca, de 29,8 MW, atingiram, ao final de 2025, a marca de 50% de avanço físico. O projeto, que se destaca pela magnitude técnica e logística, é o carro-chefe da estratégia da companhia após o sucesso no Leilão A-5.

Em entrevista à Hydro Brasil, Rodrigo Mattos Assunção, CEO da Atiaia, destacou que com a integração dos projetos e a gestão eficiente de recursos, a empresa deverá     capturar ganhos de escala raros no setor.

A estratégia da Atiaia para vencer o Leilão A-5 — onde abocanhou perto de 25% do volume total de energia — baseou-se no compartilhamento de infraestrutura. Segundo Assunção, a aquisição do projeto da UHE Estrela em 2022 permitiu uma integração total com a PCH Taboca, que já estava no portfólio da empresa.

“A possibilidade de construção das duas usinas em paralelo e o compartilhamento da linha de transmissão foram fundamentais. Estimamos uma economia de cerca de 5% do CAPEX com as sinergias capturadas”, revela o CEO.

Essa eficiência reflete-se na diluição de custos fixos com construtoras e fornecedores de equipamentos, além da maximização da equipe interna de gerenciamento.

O volume de concreto previsto é de 100 mil m³, superior ao utilizado na construção do estádio do Maracanã. Para viabilizar essa estrutura no interior de Goiás, a Atiaia montou uma operação de guerra.

 Toda a rocha para agregados é proveniente das próprias escavações das usinas. Um britador gigante, transportado de Curitiba em seis carretas, garante a produção de 59 toneladas de brita por hora. No pico de produção, em novembro de 2025, a empresa aplicou 13.500 m³ de concreto, o equivalente a 2.250 viagens de betoneiras em um único mês.

Embora não divulgue valores exatos de investimento por política interna- o valor estimado é de R$ 750 milhões  – , a Atiaia estruturou o financiamento via debêntures com grandes bancos privados. O selo de baixa emissão de carbono, obtido por outras plantas da empresa, e o forte componente socioambiental têm facilitado o acesso a linhas mais competitivas para essas obras.

O compromisso de fornecimento de energia inicia em janeiro de 2027, mas a Atiaia trabalha com uma margem de segurança confortável. A PCH Taboca tem previsão de operação em setembro de 2026 e a UHE Estrela tem a primeira turbina prevista para novembro de 2026.

Quanto ao futuro, a empresa alterou a sua meta de atingir 1 GW de capacidade até 2030, priorizando agora a qualidade e a rentabilidade dos ativos sobre o volume bruto. “Nosso principal foco continua direcionado para a fonte hídrica. Devemos intensificar esforços para ter sucesso nos próximos leilões de PCHs”, finaliza Rodrigo Mattos Assunção.

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