ESPAÇO PUBLICITÁRIO

PUBLICIDADE

Higra aposta em turbinas anfíbias e joint venture para financiar até R$ 1,5 bilhão em projetos de pequenas hidrelétricas

Plano de negócios busca explorar a crescente demanda por fundos de infraestrutura incentivados no Brasil e oferece uma arquitetura modular baseada em seu Turbogerador Anfíbio (TGA).

Após registrar um crescimento de 37% em 2025 e projetar faturamento superior a R$ 250 milhões para 2026, o grupo Higra, de São Leopoldo (RS)  avança em uma nova fase de expansão no mercado de geração distribuída.

Apoiado em uma tecnologia proprietária que elimina a necessidade de casas de máquinas convencionais e lubrificação a óleo, o grupo gaúcho prepara uma ofensiva para financiar até R$ 1,5 bilhão em projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) por meio de uma joint venture com a RPI, do empresário Ricardo Pigatto.

Segundo Gil Passos, diretor comercial da empresa, o plano de negócios busca explorar a crescente demanda por fundos de infraestrutura incentivados no Brasil e oferece uma arquitetura modular baseada em seu Turbogerador Anfíbio (TGA).

A máquina integra turbina e gerador refrigerado a água em um único bloco submerso, o que reduz em até 40% os custos de obras civis. Desde a introdução do equipamento em 2017, o grupo produziu 40 unidades, das quais 27 estão em operação contínua no país. Juntas, elas somam mais de 22 GWh de energia limpa gerada a partir de potenciais hidráulicos subaproveitados — como a vazão sanitária obrigatória de PCHs e a dissipação de pressão em redes de saneamento.

Expansão industrial

Para suportar a meta de atingir 100 MW em capacidade instalada nos próximos anos via autoprodução e mercado livre, a empresa investiu mais de R$ 45 milhões em infraestrutura nos últimos dois exercícios. A capacidade produtiva do grupo foi fatiada em três frentes operacionais:

Ampliação do parque fabril principal, em São Leopoldo, focado na montagem dos sistemas anfíbios Operação da Higra Motors, de Caxias do Sul, responsável pela fabricação verticalizada de motores e geradores aquecidos e refrigerados a água; Consolidação de unidades de apoio técnico em polos industriais e mineradores  em Itajaí (SC), Nova Lima (MG) e Parauapebas (PA).

Paralelamente, o grupo direciona aproximadamente 1% do faturamento bruto diretamente para P&D, área em que combina simulações de mecânica dos fluidos computacional (CFD) com a fabricação própria do fio para bobinado submerso por meio da subsidiária Voltson Brasil.

Desempenho operacional

A substituição de eixos prolongados, acoplamentos e óleos lubrificantes por mancais lubrificados pela própria água tratada permitiu ao grupo estender o tempo médio entre falhas (MTBF). No segmento de geração, o modelo viabilizou a criação do EcoStart — um sistema de partida a frio (black start) que combina a geração da vazão ecológica com sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) e dispensa geradores a diesel em paradas de rede.

No acumulado de 25 anos de atuação no mercado de fluido-mecânica, a eficiência dos sistemas de bombeamento e geração da Higra resultou em uma economia/geração de 1,49 TWh de eletricidade, o que evitou a emissão de mais de 57 mil toneladas de CO₂. Embora mantenha o foco comercial de geração no mercado doméstico como estratégia de validação técnica, o grupo projeta a internacionalização do TGA para os mercados das Américas, África e Oceania, regiões para as quais já exporta linhas de bombeamento.

COMPARTILHE

Instituições Apoiadoras

MAIS NOTÍCIAS

Patrocínio