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Workshop promovido pela Copel fortalece ações preventivas para eventos climáticos extremos

Workshop debate Super El Niño

Há dois meses, a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), agência climática federal dos Estados Unidos, informou que o fenômeno El Niño está atuando em âmbito global. O último grande evento ocorreu entre 2023 e 2024, colaborando para a tragédia ambiental registrada no Rio Grande do Sul, com recordes históricos de enchentes. Devido a múltiplos fatores e condicionantes, há uma expressiva probabilidade de o fenômeno ganhar força e se tornar um “Super El Niño” em breve.

Em Workshop de Eventos Extremos , promovido pela Copel, o professor da UFPR, Wilson Flávio Feltrim Roseghini, apresentou uma abordagem histórica e projeções para o período 2026/2027, destacando que a temperatura global continuará subindo e exigindo atenção a longo prazo. Segundo ele, pesquisas de institutos internacionais indicam que o aquecimento global somado a eventos severos pode ser catastrófico:

“Ser uma sociedade preventiva é muito melhor do que ser uma sociedade remediativa. Se nada for feito para conter esses avanços, no ano de 2100, por exemplo, Curitiba pode ter um clima parecido com o que acontece hoje em Paranavaí. Quem conhece Paranavaí sabe o calor que faz lá.”, pontuou o professor.

 Além das altas temperaturas, o cenário aponta para um volume expressivo de chuvas. O meteorologista do Simepar, Leonardo Zucuni Furlan, alertou que o evento severo pode ser altamente danoso ao estado:

“A expectativa é que tenhamos um grande acumulado de chuva, acima do esperado, em mais de 100%. Por exemplo, em Curitiba o acumulado de chuva previsto para outubro é 120 milímetros. Com o Super El Niño, pode passar de 200.

Para a superintendente de Sustentabilidade da Copel, Luisa Nastari, o evento reforça o compromisso institucional com a inovação e a gestão proativa de riscos:

“Eventos como o El Niño podem durar nove meses ou até mais. Então a gente precisa estar preparado para que o nosso cliente fique bem atendido.” — Luisa Nastari, Superintendente de Sustentabilidade da Copel

O Capitão Julian Waldrigues, chefe do Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual para Curitiba e Região Metropolitana, destacou que a preparação prévia traz segurança à sociedade e reforçou a importância de buscar canais oficiais de comunicação:

“Nesses canais há credibilidade na informação. Ela passou por câmaras de estudo, por workshops. A gente pede para as pessoas se cadastrarem no telefone 40199, da Defesa Civil, pois é o canal pelo qual repassamos informações meteorológicas e orientações de como proceder em caso de temporais.” — Capitão Julian Waldrigues, Defesa Civil Estadual

Ao todo, foram realizadas 17 abordagens diferentes sobre prevenção, riscos e ações. Os interlocutores detalharam e argumentaram sobre propostas, projetos, planos, direcionamentos, resultados, exemplos e estudos de caso inerentes às causas e consequências que balizaram o Workshop.

Segundo o diretor-geral de Distribuição da Copel, Denis Mollica, a Copel segue firmes no planejamento com ações de manutenção em dia. Limpeza de faixa, poda, preparação das equipes, estoque de materiais. Temos a fase de preparação e a fase de enfrentamento. Por isso, nosso Centro de Operações está bem treinado e com as regras definidas de priorização e mobilização das equipes. Toda estratégia logística e operacional está estabelecida para, durante eventos climáticos, tomarmos as decisões de forma certa e segura, previamente estabelecidas em cada situação. Assim, no pós-evento, temos a curva de resiliência mais rápida possível.

Já o  diretor de Operação e Manutenção da Copel, Gustavo Theodor Carvalho, avalia que a união de forças e a planificação prévia são fundamentais para proteger o sistema elétrico:

“Um destaque é a questão da metodologia que as instituições têm, a preocupação em relação à evolução de eventos extremos no Paraná. Essa consciência de que a gente está num ambiente de mudança climática é fundamental para poder trabalhar em conjunto e se preparar para os danos que possam porventura acontecer. Assim, conseguimos construir, juntos, soluções que vão afetar diretamente a qualidade do fornecimento de energia para os nossos clientes. E o mais importante é que a Copel está pronta, mapeando todas as variáveis para, se precisar, estar pronta para agir.” — Gustavo Theodor Carvalho, Diretor de Operação e Manutenção da Copel

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