Revolução na hidroeletricidade: Como a tecnologia transforma a geração em pequenas centrais

A evolução tecnológica das turbinas hidrelétricas está redefinindo o papel das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) na matriz energética. Longe de serem meros ativos de geração, esses empreendimentos se tornam cada vez mais inteligentes, flexíveis e sustentáveis, prontos para atuar em um cenário de alta complexidade e intermitência de outras fontes renováveis, como a solar e a eólica.

O desafio e o diferencial das pequenas hidrelétricas no mercado livre de energia

Em um cenário onde fontes como a solar e a eólica ganham destaque, as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) enfrentam um desafio significativo: o alto custo de implantação, conhecido como Capex, superior ao de outras tecnologias. Esse fator, combinado a um modelo regulatório que não valoriza adequadamente os atributos de cada fonte, dificulta a expansão das PCHs no mercado livre, afirma Claudio Alves, presidente da Electra.

Leilão de hidrelétricas: sucesso?

O leilão de hidrelétricas do dia 22 de agosto viabilizou, financeiramente, a construção de 65 usinas hidrelétricas – significa toneladas de aço, metros cúbicos de concreto, milhares de empregos diretos e indiretos na indústria de equipamentos e da construção civil – além de reiniciar ciclo positivo na cadeia industrial das PCHs.

O Programa Energia Boa foi um diferencial competitivo decisivo para os 27 projetos de Santa Catarina que venceram o leilão A-5, diz Pablo Carena

Pablo Carena, presidente da Associação dos Produtores de Energia de Santa Catarina (APESC) não tem dúvidas de que grande parte do sucesso dos empreendedores que comercializaram energia de PCHs no leilão A-5 deve-se ao programa Energia Boa, lançado em junho do ano passado pelo governo catarinense. “O Energia Boa foi um diferencial competitivo decisivo”, disse à Hydro Brasil.

Creral vende R$ 3 bilhões em energia e garante viabilidade de quatro novos projetos

A cooperativa de energia Creral, com sede em Erechim, Rio Grande do Sul, celebra a vitória no leilão de energia A-5, que viabilizou a comercialização de R$ 3 bilhões em energia para quatro novos projetos. O resultado reforça a atuação da cooperativa no setor de geração e garante o avanço de usinas hidrelétricas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Os gargalos do setor são a falta de garantia de conexão e demora no licenciamento, segundo Charles Lenzi, da Abragel

“Uma vitória para o setor e um reconhecimento do papel estratégico das PCHs na matriz energética do país”. É dessa forma que o presidente da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), Charles Lenzi, avalia o resultado do leilão A-5, de 22 de agosto último, quando foram contratados cerca de R$ 8 bilhões de investimentos, de 65 empreendimentos em 13 estados.