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O setor elétrico de São Paulo está prestes a ganhar um reforço que une história e inovação. A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) oficializou a assinatura do contrato com o consórcio formado pela gaúcha Hidroenergia e pela SEEL Engenharia para a implantação da PCH Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba (SP).
O empreendimento será erguido a partir da estrutura da barragem homônima — a primeira do Brasil, construída em 1901 pela antiga Light. O empreendimento foi viabilizado após a Emae comercializar a energia no leilão A-5 da Aneel, realizado em 2025, e marca a nova gestão da empresa arrematada pelo grupo Phoenix em leilão de privatização em abril de 2024.
Com capacidade instalada de 18 MW e garantia física de 13,44 MW médios, a usina terá potência suficiente para atender a demanda de aproximadamente 65 mil residências. A Hidroenergia, sediada em Ijuí (RS), assume o papel de fornecedora do “coração” da usina. O contrato inclui três conjuntos de turbina-gerador tipo Kaplan de eixo vertical; sistemas de automação, proteção e controle e subestação elevadora e equipamentos hidromecânicos.
Já a SEEL Engenharia ficará a cargo das complexas obras civis necessárias para adaptar a estrutura centenária às novas exigências técnicas.
Para Rafael Strauch, diretor-presidente da Emae, aproveitar o potencial de Edgard de Souza é atribuir novo significado a um ativo emblemático, conectando tradição e inovação. Segundo ele, a iniciativa reforça o papel da companhia na geração de energia limpa para a Região Metropolitana de São Paulo.
“Participar de um projeto vencedor em um leilão histórico confirma a confiança do mercado na nossa engenharia e capacidade de execução“, celebrou Rafael Kieling, diretor executivo da Hidroenergia
Eduardo Lapa, da SEEL Engenharia, reforçou o caráter desafiador da obra, ressaltando que a operação coroa a estratégia da empresa em ser referência técnica no segmento de energia limpa e firmeza do sistema elétrico.
Kieling destacou ainda que com esse contrato, a Hidroenergia amplia sua colaboração técnica com a Emae— repetindo o sucesso do retrofit na UHE Rasgão — e reafirma a força da engenharia brasileira no fortalecimento do Sistema Interligado Nacional (SIN). “A previsão é que a nova usina contribua diretamente para a segurança energética de São Paulo, provando que é possível honrar o passado enquanto se constrói uma matriz elétrica mais eficiente e sustentável”.
Com o controle da Emae, o grupo Phoenix passou a ser responsável pela geração de energia elétrica em quatro usinas hidrelétricas, oito barragens e duas usinas elevatórias de tratamento de efluentes.
Segundo parâmetros de 2023, a Emae tem 1.663 GWh de energia elétrica gerada – o suficiente para abastecer, em média, 825 mil residências. A eletricidade produzida pela Emae chega ao consumidor final por meio das concessionárias distribuidoras.


